02 março, 2006

Silêncio inquieto




O meu silêncio é pedra!
O meu silêncio é fogo!
É gelo quebrado em mil pedaços!
É água que brota da fonte descontroladamente!
É um punhal que lentamente me rasga a pele!
É o anel que me amarra a alguém.
É o grito de cem vozes!
É som do ferro a quebrar!
É a criança gritando na sala de espera!
É aquele e o outro que se cruzam indiferentes na esquina.
É a mulher que finge gemer quando lhe apetece gritar…
É algum tufão que nasceu agora.
É a voz dos que não têm voz…

É quase nada…
É o meu silêncio
… apenas.

Assiram L.
(Alter-Ego)

4 comentários:

AS disse...

Querida Alma gostei muito deste teu poema! Há silêncios que são ensurdecedores...

Um beijo

Márcia disse...

E quão imenso é esse quase nada...

Um beijo grande e azul daqui.

umapassada disse...

És tu, no silêncio e na inquietude...

Anónimo disse...

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