02 abril, 2010

o jogo

Quem me conhece sabe que eu retiro o maior prazer do jogo. De qualquer jogo. O desafio é algo que me estimula, realmente.
Hoje, dediquei grande parte da noite a um dos jogos do qual retiro mais prazer: o poker.
Sempre que jogo, e agora não jogo muito, tenho presente ( quem me segue já sabe isso )o papelito que me foi entregue no dia em que me ensinaram a jogar. Onde, para além das regras, aparece escrito “ o poker é um jogo fodido”. Tenho isto sempre presente. Porque, além de tudo, quem o escreveu sabia perfeitamente do que falava.
Foi um homem que o escreveu. Há muito poucas mulheres ainda a jogar poker. Foi um homem extraordinário que, não tenho a mínimo problema em dize-lo, foi o único homem da minha vida. Mas vivemos um jogo em que eu fiquei a perde para o poker.
Talvez por isso tenha um carinho tão especial pelo jogo, por ele me ter vencido. Não é fácil consegui-lo dado que sou persistente no que respeita a competição.
Hoje, como já me vou habituando, foi uma mesa apenas de homens. Sai a ganhar, como também é hábito.
Mas, chegando a esta hora, depois da distracção tenho apenas em mente algo muito simples, que é um ditado popular, e de uma forma ou de outra, o povo acaba por ter sempre razão:
-“Sorte ao jogo, azar no amor.”

1 comentário:

cacholacultural disse...

Entre palavras descubro tua alma... azul.