16 fevereiro, 2009

Entre a esperteza e a razão.

Inteligênca Líquida, de Wyrothika



Estou cansada deste academismo bacoco. Cansada de filosofismo de algibeira. Desta meta-beta-creta-seta de programa de serão de tv.

Um dia, conheci um moço que sabia 1/3 da enciclopédia Luso-Brasileira quase na ponta da língua. (Quase não sabia mais nada.)

Inscrevi-me numa das mais conceituadas universidade do nosso país numa pós-graduação e concluo que aprendo mais com um bêbedo no café do que com os meus facilitadores de aprendizagem meta-beta-creta-setas. (Mas o que conta é a merda da carreira.)

Conhecer está na moda... Passeia-se o conhecimento na praça pública com o mesma destreza com que se passeia os sapatos do último grito, comprados em plena baixa, numa loja que eu nem sei pronunciar o nome. Sou burra, mesmo.

Pois é Manuel, tu tinhas razão quando ainda no século passado dizias: “… o próximo século será o século da intlejumentação”.

2 comentários:

S-Kelly disse...

Pois é Alma Azul, as catedrais da sabedoria, se não adaptadas aos ritmos do presente e do mundo, não servem para quase nada, e eu que o diga... aquilo que sentes, também o senti quando me inscrevi num mestrado em Coimbra, mas felizmente e rapidamente senti que perdia o meu tempo e a minha sanidade mental com tanto ensinamento livresco e prosaico, e saltei na hora certa. Hoje olho para trás e sorrio quando me dizem que estudam em Coimbra...

Quanto à sabedoria de tasca, concordo plenamente. Por vezes recorro a ela na minha actividade profissional, e digo-te que supera, sem dúvida, mil compêndios que possa ter diariamente ao meu lado, para consulta. :-)

Um abraço

eu disse...

Manuel?

Concordo e adorei "intlejumentação".