Quando finalmente consegui ouvir as noticias eram 13:06 min.! Casamento ente homossexuais é aprovado em primeira votação no parlamento, rolava em rodapé.
E a primeira coisa que eu fiz foi enviar um sms a minha namorada dizendo que já me poderia pedir em casamento, não que eu queira casar ou que pense que ela algum dia o fará, mas por saber que como qualquer outro cidadão (caso a lei entre em vigor) poderei aceder a ele. Isto sim, é igualdade de direitos entre cidadãos.
Sei que não é tudo e que ainda falta... Mas já me deixa muito contente.
Dou "(...)Os meus sentidos pêsames. Sinceros parabéns(...)"* aos 90 mil cidadãos portugueses que assinaram a petição. Provavelmente, tratando-se de uma maioria Católica e que pouco ou nada sabe sobre as origens da sua religião, ir-me-ão entender bem. Ou não...
* Excerto de letra da música "Sentidos pêsames" dos GNR
Não sei ao certo porquê... Sei apenas que já não tenho chave para o teu armário. Perdi até a noção de como chegar até ele. Se não fosse hoje uma mensagem enganada, num número trocado ao passar os números para o telemóvel novo, nem sequer me ocorreria falar contigo.
Mas, lá foi mais uma destas travessuras que a vida teima em pegar-nos.
Ligaste de volta e nem sequer já te reconheci a voz.
Recordo-te ainda criança quando fazíamos a dupla imbatível, na escola, a jogar berlindes, ao pião e ao futebol. Quando nenhum rapaz nos metia o menor temor. Quando riamos, corríamos e subíamos às arvores. Quando nos sentávamos nos muros exaustas e transpiradas de mãos dadas, pousadas nas pedras, semqualquer intenção. Quando tínhamos sonhos e projectos futuros. E quando falávamos uma língua inventada, que ninguém entendia, nem mesmo nós, só para sermos diferentes dos outros, só para demonstrarmos a nossa diferença. Irónico não é? A nossa diferença era já então outra. É outra. Mas insistes em não ver isso.
Tivemos um percurso tão igual. Será que fomos nós que nos fizemos assim pelas próprias mãos? Gostava de poder falar contigo horas a fio... Mas essa tua insistência, omissa, em não saíres do armário é simplesmente uma barreira para mim, além de todas as outras que tivemos, desde que saímos daqui na terrinha: estratos sociais, escolas diferentes, moradas diferentes, amigos diferentes.
Se ao mesmo naquela altura existissem telemóveis... Perdemo-nos. E fomo-nos encontrando uma ou outra vez. Uma ou outra noite tentando contar tudo em algumas horas que vivemos em muitos dias. Não, isso não resulta e nem sequer me lembro de ti quando me lembro dos meus amigos.
Mas hoje quando me enganei não era a ti que eu tentava convidar. Não, não era para ti a mensagem que recebeste mesmo que eu tenha a certeza que tantas vezes a desejaste. Não é, nem será, sabes? Perdi o roteiro entre mim e ti. Achei até hoje que também o tivesses perdido. Mas vi que não. Logo tu, tão perseverante nos teus objectivos, como poderia eu pensar assim. Como? Fizeste na vida tudo aquilo que nós tínhamos sonhado. Tudo. Carreira, desporto, estabilidade, família, viagens. Esqueceste foi que esses sonhos eram meus também. Esqueceste de me levar contigo de alguma forma quando deixei de poder seguir pelo mesmo percurso que tu.
Perguntavas-me onde passava a passagem de ano, no intuito de um convite que nunca irá chegar. Quando te perguntei pelo casamento, dizes-me que vais casar para fazer o gosto aos teus pais! E eu concluo que já não és tu que eu conheço. Contudo não pude deixar de notar o temor da tua resposta. Conheço-te bem como a mim. Fomos construídas da mesma terra. Mas talhadas por diferentes mãos.
Desligas-te mandando de imediato uma mensagem dizendo aquilo que não foste capaz de dizer com a voz. Sei que era o teu grito. A tua vontade de que te vá buscar nesse mundo de perfeição onde te encontras. Mas não, não sou eu que tenho a chave para esse lugar. Continuo despistada como sempre, não sei ao certo onde foi que eu guardei a tua chave. Temo não a voltar a encontrar neste meu mundo desordenado e saltitante.
Pode ser que um dia ainda te diga isto que escrevo... eu jeito de desabafo de mim comigo, pois há muito que deixei de precisar de ti.
Quanto às passas ainda não pensei muito bem no assunto. Acho que uma vai para que sejam dados alguns passos na igualdade de direitos para os homossexuais. E outra, é da praxe para uma coisa que temos quase a certeza absoluta que não vai acontecer mas que acabamos por pedir. Há sempre alguma coisa de impossível para pedir e acho que a minha, este ano, vai ser uma cegonha ...LOL
Deve ser o relógio biológico! Ou então pifei de vez!
Acho que finalmente descobri como e com quem gostaria de passar a Passagem de Ano!
Gostaria de passar com estas meninas onde quer que estivessem a actuar!
Um beijo Flávio, obrigada pela dica!
P.S. - Pode ser que isto sirva de incentivo a "alguém" para se dedicar ao Saxofone!!
A pedido de várias famílias aqui fica a receita, para quem for adepto de shots e mesmo para quem não goste muito este é sinceramente especial.
Pastel de Nata
Ingredientes:
1/2 Licor de café ( Se for Tijuana não se misturam as duas bebidas tão facilmente) 1/2 Advocaat ( É uma espécie de licor de ovo. O da Bols é o melhor) Canela em pó para polvilhar.
Preparação: Colocar primeiro o licor de café num copo de shot, e posteriomente o Advocaat lentamente para que não se misturem. Por fim polvilhar com pó de canela.
Resultado: Um shot com um sabor muito parecido ao verdadeiro pastel de nata e sem grande teor alcoólico (para o normal entenda-se LOL).