Há, definitivamente uma coisa que eu odeio na cultura do povo português!
Essa tendência absurda para tentarem enganar o sistema!
Arre! É que mesmo levando pela medida grande não há meio de aprenderem.
Ok, Ok, Ok…
Também tenho cá a minha costelita e é verdade que às vezes também o faço.
Se tens a cerrrteza que te faço falta ao almoço e ao jantar e ao pequeno-almoço.
Se tens a cerrrteza que faço falta quando te deitas e quando te levantas e a meio da noite quando te viras e eu não estou.
Se tens a cerrrteza que quando te sentas no na esplanada junto ao mar, ou na varanda de tua casa, ou no carro, ou na sala de cinema, ou no sofá em frente à televisão, ou na areia rente ao mar, ou no avião, ou na relva molhada, junta à aquela árvore, no selim da bicicleta, na mota, no chão frio… Se tens a cerrrteza, quando te sentas, de que fazei falta por perto.
Se tens a cerrrteza que me vais querer levar em cada viagem que fizeres.
Se tens a cerrrteza de que no tempo livre que não podes passar comigo irás sentir a minha falta.
Se tens a cerrrteza de que queres ver as minhas primeiras rugas a aparecer-me no rosto.
Se tens a cerrrteza de que gostas de ver as nossas mãos entrelaçadas, de senti-las.
Se tens a cerrrteza que os meus silêncios e o meu mau humor são superáveis, tal como são superáveis eu andar descalça por casa, e bater contra tudo, e perder constantemente alguma coisa e escrever com erros no blog.
Se tens a cerrrteza que vais sorrir todos os dias que eu estiver perto.
Se tens a cerrrteza que cada vez que nos entregamos vai ficar sempre a vontade de mais entrega.
Se tens a cerrrteza de querer continuar a fazer arte com o meu cabelo.
Se tens todas estas cerrrtezas e a certeza que tens muitas mais cerrrtezas.
Realmente não entendo porque ainda não me pediste para namorar contigo!
Há demasiados demais nos nossos dias Para que o meu amor seja demais. Pela sua infinidade Ou pela sua pureza Nunca será excessivo. Excessivo seria morrer. E eu, só quero viver
Páro junto ao teu leito. Não sei ao certo quanto tempo demorei até chegar aqui.trinta e dois anos talvez… Ocorre-me a ideia de que nunca estivemos tão perto, tão juntas como hoje. Foi um longo caminho. Um difícil caminho. Mas viste tanto azul com eu vi. E o mar! O mar sempre soube trazer a paz nossa de cada dia. De certa forma poderei dizer que fomos felizes. E sei que se te dissesse isto em outra altura iríamos ter conversa para algum tempo. Mas agora não. Estás ai repousada. Parada de mais. Acho que nunca te imaginei assim. Vou lá para fora. Preciso de algum movimento de pássaro. - Onde é a janela, Srª Drªª?
Há um dia em que indeléveis nos levantamos com um copo de água vazio da noite. Caminhamos até a uma torneira amiga e enchemos novamente o copo. Enquanto se verte a água que sobeja pensamos no jogo do pião , nas trocas nas maternidades e na vontade que temos em nascer todos os dias. É a primeira água da manhã que nos engravida os sentidos. Depois , apenas a mercearia persiste e é assaltada muitas vezes por ano , tal como a nossa juventude."
Assim como me pediste aqui estou… Não vim para te ver, bem sabes. Sinto-te, não te vejo… Mas vim para que soubesses que estou aqui. E vou caminhar alada, como me pediste. Não porque me pedisses, mas porque é assim. Somos tantos e alguns somos para isto. Agora descansa sobre o eterno manto. O tempo já não existe para ti. E aguarda o momento de renovação. E aí, quando já não me recordares, eu fui na mesma as tuas mãos aqui. AlmaAzul