27 agosto, 2009

Os caminhos


Os nossos caminhos vão por onde nós andamos.

Mas não existem duas hipóteses para ir para o mesmo sítio.


"Os caminhos"
...

26 agosto, 2009

[porque a vida é demasiado séria]

A bichinha, recém convertida, vai à Igreja, de nariz todo empinado, com a Bíblia debaixo do braço... Nisso, passa um caminhão cheio de homens, que gritam:
- Viaaaaado!
- Gaaaaayyy!
- Queima Roooooosca!
- Coxa branca, boiola!
De repente, o caminhão perde a direção, bate num poste e explode. Morrem todos!
A bicha pára, olha para o caminhão a arder, solta a Bíblia no chão, coloca as mãos na cintura e comemora:
Jesus...... você ar...ra....sou!

Partes

Partes-me
e a cada caco partido
sou mais um!
A tua divisão
do meu Eu
são só acrescentos!
E sobram-me ainda meu dúzia de retalhos…

Assiram Lirrac

Autor desconhecido

24 agosto, 2009

Trocas

Eu sei que esta mulher é a minha
maior rival mas não me importo
muito...


Sienna Miller



...porque se for
o caso eu fico com esta:


Zooey Deschanel

P.S. - Mas olha que esta é só a segunda opção porque tu estás primeiro de todas!

Imposto Único de Circulação

Gostaria de agradecer ao meu ao nosso querido Eng. Ingeneiro crates por me ter brindado com uns magníficos 127,70€ de Imposto Único de Circulação, que considero muito generoso dado o nº avultado de km que faço.

E já agora gostaria também de agradecer a pequena atenção pela coima por pagamento fora de prazo de 15€ por de ter esperado 9 meses pelos documentos do veículo.

O meu sincero agradecimento.

E espero conseguir continuar a contribuir para a causa nacional!

{...}





Ao tentar descomplicar-me,
resumo-me a meia duzia palavras
perdidas que tu vais encontrando em mim.

Alma Azul

20 agosto, 2009

Desatino

Escorrega-me a noite
Lenta pelos costados.
Aqui e além rompe
Um tremor de ave.

Não sei se aguardo
Ou, se parto
Em busca do silêncio
Tão restrito.

Onde te procuro?
Peito, ave, noite.


L.C.


19 agosto, 2009

pvd



Os dias sem ti fazem-me subir paredes...


...

17 agosto, 2009

Hei-de conseguir...


...

"As tempestades, o nevoeiro, a neve, são coisas que por vezes te atrapalharão. Nessa altura, pensa em todos os que as conheceram antes de ti, e diz simplesmente: o que os outros conseguiram também eu hei-de conseguir."

(Saint-Exupéry, Terra dos Homens)
* Imagem: Separadas

11 agosto, 2009

Devaneio

...
Quando finalmente as palavras se lhe soltaram da garganta, após o choro incontido, disse:
- Vou propor-te um acordo. Mas, se não aceitares ele será unilateral. Sei que errei. Errei como nem sequer eu esperaria de mim. Agora, como forma de pelo menos me obrigar a pensar no meu erro, prometo-te que durante um ano não terei nem o mínimo relacionamento com ninguém. E daqui a um ano, neste preciso dia virei aqui falar contigo e haveremos de chegar a alguma conclusão.
Olhou-a atónica. E como de um rasgo soltou um:
Enlouqueceste! Achas que esse cavalheirismo de trazer na algibeira remedeia alguma coisa .– prosseguiu.
Iakyri sentiu o mundo cai-lhe aos pés. Com o olhar perdido saiu pela porta num quase modo automático. E até hoje não sabe muito bem como chegou a sua casa, muito menos quanto tempo lhe levou a chegar.
Akala, ao bater da porta, desmoronou a sua parede de pedras roliças. Levou dias a fio até conseguir ganhar uma forma mais ou menos apresentável para ir trabalhar. Abençoadas baixas psiquiátricas.

Passaram meses, até que, por mero acaso ou não, se encontraram num convívio de amigos comuns. Cumprimentaram-se, e por várias vezes ainda trocaram algumas palavras num tom descontraído.
Iakyri, regressou do encontro com a alma rejuvenescida. Nada a poderia abalar do seu propósito. Conseguiria, comprovar que era melhor pessoa do que se comentava por ali.
Akala, por seu lado, regressou de novo incontida. Como foi possível alguém estragar algo tão bonito, tal belo! Como, além disso, conseguia estar ali a rir e a divertir-se! Quando ela fazia um esforço brutal para que as lágrimas não lhe corressem pelo rosto. E cinicamente, demonstrava que tudo tinha superado.

Tinha passado mais de meio ano. Iakyri apesar do tormento que passara quando conheceu Celina, uma fotógrafa espanhola que se dissesse que era uma deusa ninguém duvidaria, amesma que a tentou de todas as formas que tinha ao seu alcance, e a quem Iakyri conseguiu resistir mesmo com as lágrimas sempre no canto do olho.
Quase desistiu do seu acordo. Passou noites em claro dividida. Passou dias absorvida em papéis e mais papeis só para não pensar. E, quando a paixão repentina passou, estava mais forte que nunca, mais resolvida que nunca no seu propósito.
E iria em breve ter a oportunidade de rever Akala. Mais um convívio de amigos. E ela estaria lá.
Akala, por seu lado os dias pesavam-lhe. Passavam lentos, os dias. Decidiu que esqueceria, e depois de tantos investimentos de Sahara acabou por ceder. Gostava dela, a sua companhia era agradável, e a sua presença incondicional era deveras reconfortante.

Chegou por fim o dia tão aguardado por Iakyri. Lá estavam todos, os do costume, que cada vez se tornava mais raro, na verdade.
Akala já lá estava, sempre pontual, quando Iakyri chegou. Cumprimentou-a da forma pouco dada que a caracterizava, como aliás, cumprimentou toda a gente. Iakyri passou o tempo todo sentada, absorta. Havia algo que a ela constrangia, e a toda a gente, e não sabia ao certo o quê.
Quando por fim, Rufina, sempre resoluta, aproveitou um momento em que se encontravam um pouco desviadas dos restantes, e lhe deu a novidade. Novidade para ela, pois já todos o sabiam há algum tempo.
Como por favor, apoderou-se dela uma enxaqueca horrível. E aparentemente transtornada, despediu-se de todos e a meio da tarde acabou por ir embora. Pela primeira vez desde aquele dia consegui olhar bem no fundo dos olhos de Akala. Não, não era um olhar punitivo, era a desilusão apoderando-se dela.

Os últimos quatro meses e meio que faltavam foram um suplício. Chegou inclusive, como penitenciário, a riscar dia a dia num calendário. Até disso desistiu. Passava horas a fio olhando o vazio. Sentia um vazio imenso no peito. Como poderia alguém, perante prova tão grande, reagir como se não existisse sequer. Não o conseguia aceitar, pois nunca o conseguiria ter feito assim. Por momentos, muitas vezes, arrependia-se de ter deixado Cecília, partir desolada depois da batalha perdida. Mas a maior porte do tempo só desejava a chegada daquele dia. No fundo havia nela uma réstia de ilusão.
Akala, levava uma vida tranquila. O encontro com Iakyri, tinha a destabilizado de novo. Mas, de novo agarrada à sua ancora, Sahara, tinha dado a volta ao animo. Sahara demonstrou que não conseguiria lutar muito mais por ela. E isto fez Akala recuperar mais rapidamente.

Faltava uma semana. Iakyri não cabia dentro de tanto nervosismo. Não encontrava uma forma que lhe parecesse correcta de encontrar Akala para lhe dar a sua prova. Por vezes pensava que a outra não acreditaria na sua palavra. Mas, depois de tanto sofrimento, já não queria saber. Na realidade, desejava o dia pelo fim do suplício. E se um dia pensava que poderia existir uma réstia de esperança, no outro, via aquela meta como o começo de uma vida. Uma nova vida.

Finalmente, o dia chegou.
Eram onze horas da manha quando, por fim, Iakyri decidiu ligar com o propósito de combinar um local para que pudessem por fim falar. O telefone de Akala estava desligado. Deixou passar umas horas. Tentou de novo. Estranhando ligou a Rufina, afim de saber alguma novidade de Akala. Soube que esta estaria de férias fora do país.
Dirigiu-se a casa de Akala. Sentada no tapete junto a sua porta pegou num papel e numa caneta e escreveu, escreveu e escreveu. Falou-lhe de tudo o que sentia por ela, como se a acabasse de conhecer e se a sua história nunca tivesse existido, como se pela primeira vez lhe declarasse o seu Amor. Meteu o papel debaixo da porta e saiu. No regresso a casa, pegou na mochila com meia dúzia de coisas e nunca mais ninguém ouviu nada dela.

Diz-se, por aqui, que estará em alguma ilha, junta com um grupo de Hippies. Há também quem diga que se terá matado, e outros há ainda que dizem que finalmente se dedicou aos outros e que anda por África numa ou outra missão. Há que fale bem e quem fale mal, como sempre.
O certo, é que ninguém sabe nada.
Akala, lá continua a sua vida tranquila com Sahara. Vivem juntas. E são muito amigas. Akala, nunca comentou com ninguém o que Iakyri lhe escreveu, e nunca participa nas conversas quando Iakyri vem à baila. Por certo, a sua mãe foi lá a casa regar as plantas e levou os papéis. Mas até isso ninguém sabe.
E estão todos velhos para tentar saber.

Mas eu ainda credito que um dia, estas duas, deixaram de ser egoístas e arranjam tempo e espaço para viverem o Amor que poderiam estar a viver há anos.
Não se tropeça nele todos os dias. E pode-se mesmo viver bem sem ele.
Mas desculpem lá, não é a mesma coisa!

10 agosto, 2009

Geração quê?

... Numa destas conversas de noites de Verão, onde se fala de tudo menos de trabalho, porque a maioria esta de férias, e quem não está, como é o meu caso, tenta não pensar demasiado no trabalho, o assunto da mesa era Geração Quê?
Como somos um grupo muito heterogéneo no que se refere a idades, este acaba por ser um assunto que vem muitas vezes à baila. Mal que tal, lá há alguém que diz "pois ainda és um miúdo", ou "isso somos nós os da velha guarda".
Assim, o assunto que sobre gerações acabou com cada um a identificar a geração da qual fazia parte, que verdade seja dita, pouco teve a ver com a idade. Definitivamente, este grupo tem a geração distorcida. Desde dos putos dos 18 anos a dizerem que são da geração de oitenta, até o pessoal das 70's a dizer que a geração noventa é que era.
Definitivamente, cheguei à conclusão que a maioria é da geração dos que não se identifica com a sua geração. Poderia chamar-nos "geração do contra".

(Houve quem sugerisse transviados o que me pareceu bastante bem!)
Pois, é a única forma de eu conseguir identificar-me com alguma geração, porque isto de gostar e me identificar com tudo é uma grande salganhada.

Será que é fácil identificar-nos com uma geração?